{"id":73,"date":"2026-07-20T14:11:00","date_gmt":"2026-07-20T17:11:00","guid":{"rendered":"https:\/\/hebertontimm.com.br\/blog\/?p=73"},"modified":"2026-08-28T17:49:01","modified_gmt":"2026-08-28T20:49:01","slug":"preservacao-do-menisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/hebertontimm.com.br\/blog\/preservacao-do-menisco\/","title":{"rendered":"Preservar o menisco importa: o que muda no joelho ao conservar o tecido em vez de retirar"},"content":{"rendered":"\n      <div class=\"tldr\">\n    <span class=\"tldr-label\">Em resumo<\/span>\n    <h2 class=\"tldr-titulo\">O que este texto responde<\/h2>\n        <p>Quando a les\u00e3o permite, prefiro suturar o menisco em vez de retir\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Cada peda\u00e7o removido concentra carga sobre a cartilagem e aumenta a chance de desgaste com os anos.<\/p>\n<p>A possibilidade de sutura depende da localiza\u00e7\u00e3o, do tipo e do tempo da les\u00e3o, e o p\u00f3s-operat\u00f3rio \u00e9 mais exigente.<\/p>\n<p>Quando a sutura n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, retiro apenas a parte lesionada, o m\u00ednimo necess\u00e1rio.<\/p>\n  <\/div>\n\n\n\n\n  <nav class=\"sumario\" aria-label=\"Sum\u00e1rio do artigo\">\n    <h2 class=\"sumario-titulo\">Neste artigo<\/h2>\n    <ol>\n                      <li><a href=\"#funcao-menisco\">O que o menisco faz dentro do joelho<\/a><\/li>\n                       <li><a href=\"#por-que-preservar\">Por que prefiro preservar em vez de retirar<\/a><\/li>\n                       <li><a href=\"#nao-precisa-cirurgia\">Quando a les\u00e3o de menisco n\u00e3o precisa de cirurgia<\/a><\/li>\n                       <li><a href=\"#quando-da-suturar\">Quando d\u00e1 para suturar o menisco e quando n\u00e3o d\u00e1<\/a><\/li>\n                       <li><a href=\"#lesao-de-raiz\">E a les\u00e3o de raiz do menisco?<\/a><\/li>\n                       <li><a href=\"#retirada-parte-lesionada\">Quando n\u00e3o d\u00e1 para suturar: a retirada da parte lesionada<\/a><\/li>\n                       <li><a href=\"#cirurgia-recuperacao\">Como \u00e9 a cirurgia de menisco e a recupera\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n                       <li><a href=\"#vira-artrose\">Toda les\u00e3o de menisco vira artrose?<\/a><\/li>\n                   <\/ol>\n  <\/nav>\n\n\n\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa parte das pessoas que chegam ao meu consult\u00f3rio com um laudo de les\u00e3o de menisco na m\u00e3o me faz a mesma pergunta logo de cara: vou ter que tirar o menisco? No passado, essa era a sa\u00edda mais comum. Hoje, a conduta \u00e9 outra.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o caso permite, prefiro preservar. Tento tirar o m\u00ednimo poss\u00edvel de tecido, porque o menisco tem fun\u00e7\u00f5es que fazem falta no joelho a longo prazo.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste texto explico o que muda ao conservar em vez de retirar, e como decido entre um caminho e outro.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"funcao-menisco\" class=\"wp-block-heading\"><strong>O que o menisco faz dentro do joelho<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O menisco \u00e9 um amortecedor entre o f\u00eamur e a t\u00edbia, e \u00e9 ele que distribui a carga, d\u00e1 estabilidade e protege a cartilagem do joelho.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada joelho tem dois, um interno e um externo, com formato de meia lua. Gosto de explicar assim: quando o joelho recebe peso, o osso de cima empurra o menisco para fora.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que o mant\u00e9m no lugar s\u00e3o as duas pontas presas ao osso, e \u00e9 isso que transforma essa press\u00e3o em tens\u00e3o distribu\u00edda ao longo de todo o menisco, espalhando a carga por uma \u00e1rea maior de cartilagem.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando eu retiro parte dele, essa fun\u00e7\u00e3o de amortecimento diminui, e a cartilagem passa a receber mais carga em uma \u00e1rea menor. \u00c9 por isso que preservar tecido importa.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia a dia da consulta, mostro isso num modelo anat\u00f4mico, comparando o menisco \u00edntegro com o lesionado, para a pessoa ver de onde vem a queixa dela.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"por-que-preservar\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Por que prefiro preservar em vez de retirar?<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, o acompanhamento de pacientes por muitos anos mostrou algo importante: aqueles que tinham grande parte do menisco removido desenvolviam desgaste da cartilagem mais cedo.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi essa evolu\u00e7\u00e3o no entendimento que consolidou a orienta\u00e7\u00e3o atual de que, quando \u00e9 poss\u00edvel, o caminho mais adequado \u00e9 conservar o menisco.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje, essa \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o adotada pelas sociedades de cirurgia do joelho, como o consenso europeu da ESSKA sobre les\u00f5es meniscais.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O motivo \u00e9 simples: quanto mais tecido meniscal eu preservo, mais o joelho mant\u00e9m o amortecimento que protege a cartilagem ao longo dos anos. Retirar demais adianta o desgaste.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Preservar n\u00e3o \u00e9 preciosismo. Cada peda\u00e7o retirado faz a press\u00e3o se concentrar em uma \u00e1rea menor de cartilagem, e o joelho sente isso ao longo dos anos, n\u00e3o nos primeiros meses.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os n\u00fameros acompanham esse racioc\u00ednio. Um levantamento brit\u00e2nico com mais de 800 mil pacientes mostrou que quem passou por retirada do menisco teve mais chance de precisar de uma pr\u00f3tese de joelho anos depois.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um estudo de acompanhamento, ent\u00e3o mostra uma diferen\u00e7a de risco entre grupos, e n\u00e3o um destino individual.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E revis\u00f5es que comparam diretamente as duas condutas encontram menos progress\u00e3o de artrose entre os pacientes que tiveram o menisco suturado do que entre os que tiveram o menisco retirado.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso n\u00e3o quer dizer que retirar seja sempre errado. Quer dizer que retirar tem um custo, e que esse custo precisa entrar na conta antes da decis\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"nao-precisa-cirurgia\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando a les\u00e3o de menisco n\u00e3o precisa de cirurgia?<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na maior parte dos casos, n\u00e3o precisa. Esse \u00e9 um dos pontos que mais gera confus\u00e3o, inclusive em reportagens.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em algumas les\u00f5es, principalmente as degenerativas, aquelas que aparecem com o passar dos anos e causam dor sem bloquear o movimento, o tratamento conservador com fisioterapia, fortalecimento muscular e ajuste no n\u00edvel de atividade j\u00e1 \u00e9 suficiente para aliviar a dor. Nesses casos, acompanho a evolu\u00e7\u00e3o sem indicar cirurgia.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 impress\u00e3o minha. Ensaios cl\u00ednicos de boa qualidade, como o OMEX, o ESCAPE e o FIDELITY, alguns com pacientes acompanhados por at\u00e9 dez anos, mostraram que a artroscopia n\u00e3o traz vantagem sobre a fisioterapia neste grupo. Concordo com esses achados e os aplico no consult\u00f3rio.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cen\u00e1rio muda quando existe bloqueio mec\u00e2nico verdadeiro, o joelho que trava e n\u00e3o estica por completo. Esses pacientes foram exclu\u00eddos de prop\u00f3sito daqueles mesmos estudos, e a conduta ali \u00e9 outra.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Escrevi sobre isso em detalhe no <a href=\"https:\/\/hebertontimm.com.br\/blog\/estalo-e-travamento-no-joelho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">texto sobre estalo e travamento no joelho<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outras situa\u00e7\u00f5es, o inc\u00f4modo volta e a les\u00e3o pode aumentar. Por isso explico a hist\u00f3ria natural antes de decidir qualquer coisa com voc\u00ea.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O padr\u00e3o que costumo ver \u00e9 este: a pessoa sente dor, diminui a corrida, passa a caminhar, e a dor d\u00e1 uma tr\u00e9gua. S\u00f3 que, em parte dos casos, ela retorna, e a les\u00e3o que era pequena aumenta.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando percebo esse caminho, converso sobre a cirurgia antes de o quadro se complicar. Quando a les\u00e3o \u00e9 est\u00e1vel e incomoda pouco, posso seguir observando, sempre com acompanhamento.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 isso que quero dizer com decis\u00e3o em conjunto: mostro os cen\u00e1rios, e a escolha se constr\u00f3i com voc\u00ea.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"quando-da-suturar\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando d\u00e1 para suturar o menisco e quando n\u00e3o d\u00e1<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depende de crit\u00e9rios, n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o que tomo do nada. Eu avalio a zona da les\u00e3o e sua irriga\u00e7\u00e3o de sangue, o tempo desde que ela aconteceu, a idade e a rotina da pessoa, e a toler\u00e2ncia dela a um p\u00f3s-operat\u00f3rio mais exigente.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 o ponto de partida. A parte perif\u00e9rica do menisco, mais pr\u00f3xima da borda, recebe sangue; a por\u00e7\u00e3o central praticamente n\u00e3o recebe irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa divis\u00e3o em zonas foi descrita h\u00e1 mais de quarenta anos e continua sendo o que separa a les\u00e3o que pode cicatrizar da que n\u00e3o vai.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica do consult\u00f3rio, olho para quatro pontos antes de indicar a sutura do menisco:<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<ul class=\"wp-block-list\"><div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li><strong>Zona de vasculariza\u00e7\u00e3o:<\/strong> les\u00f5es numa regi\u00e3o com bom aporte de sangue t\u00eam mais chance de cicatrizar;<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li><strong>Tempo da les\u00e3o:<\/strong> uma les\u00e3o recente costuma ter mais chance de suturar do que uma antiga;<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li><strong>Idade e rotina da pessoa:<\/strong> a decis\u00e3o entra em conjunto com o que ela busca para a vida dela;<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li><strong>Toler\u00e2ncia ao p\u00f3s-operat\u00f3rio:<\/strong> a sutura pede um per\u00edodo sem pisar com todo o peso e sem agachar por algumas semanas.<\/li>\n<\/div><\/ul>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a idade, cabe um esclarecimento. Ela pesa, mas n\u00e3o \u00e9 uma barreira autom\u00e1tica. Revis\u00f5es recentes mostram que pacientes acima dos 40 anos, quando o tipo de les\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel, podem ter resultados compar\u00e1veis aos de pacientes mais jovens. Por isso avalio a les\u00e3o antes de avaliar a data de nascimento.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pergunta que mais escuto nessa hora \u00e9 direta: por que o senhor n\u00e3o vai suturar? Eu respondo mostrando num modelo anat\u00f4mico o menisco rasgado, para a pessoa ver o tipo de rasgo que ela tem.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Les\u00f5es ao longo da periferia do menisco e verticais apresentam as maiores taxas de cicatriza\u00e7\u00e3o quando suturadas. J\u00e1 as les\u00f5es com muito tempo de evolu\u00e7\u00e3o, em que o menisco se enrola sobre si mesmo, apresentam taxas muito menores de cicatriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As rupturas em al\u00e7a de balde, apesar de grandes, costumam ficar em regi\u00e3o com boa irriga\u00e7\u00e3o e s\u00e3o boas candidatas \u00e0 sutura quando o diagn\u00f3stico \u00e9 feito cedo.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo quando as condi\u00e7\u00f5es para a sutura meniscal s\u00e3o as mais favor\u00e1veis, \u00e9 meu dever ser transparente: a cicatriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 garantida.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela depende bastante do tipo de les\u00e3o e de procedimentos associados, e em parte dos casos o menisco n\u00e3o cicatriza, exigindo uma nova abordagem.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para dar tamanho a esse &#8220;em parte dos casos&#8221;: revis\u00f5es que re\u00fanem milhares de pacientes encontram falha da sutura em torno de 15% em at\u00e9 cinco anos, chegando a algo entre 19% e 24% nos estudos que acompanham por mais tempo.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa parte das falhas se concentra nos dois primeiros anos, mas elas continuam acontecendo depois disso, e \u00e9 por esse motivo que mantenho o acompanhamento ao longo do tempo.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As suturas feitas junto com a reconstru\u00e7\u00e3o do ligamento cruzado anterior tendem a cicatrizar melhor, provavelmente pelo ambiente biol\u00f3gico que a pr\u00f3pria cirurgia cria dentro da articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o rompimento fica numa \u00e1rea sem irriga\u00e7\u00e3o ou tem um formato que n\u00e3o permite os pontos, a sutura n\u00e3o est\u00e1 indicada, e a\u00ed realizo a retirada apenas da parte lesionada, o m\u00ednimo necess\u00e1rio.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"lesao-de-raiz\" class=\"wp-block-heading\"><strong>E a les\u00e3o de raiz do menisco?<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe um tipo de les\u00e3o que merece aten\u00e7\u00e3o separada: a les\u00e3o da raiz do menisco, que \u00e9 o ponto onde ele se fixa no osso. Quando essa fixa\u00e7\u00e3o se rompe, o menisco perde a capacidade de distribuir o peso adequadamente.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O menisco escorrega para fora da articula\u00e7\u00e3o e a carga passa direto para a cartilagem, mesmo com o tecido meniscal inteiro ali dentro.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, \u00e9 como se o menisco tivesse sido retirado, ainda que ele apare\u00e7a presente na imagem.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso a reinser\u00e7\u00e3o da raiz entrou de vez na lista das cirurgias de preserva\u00e7\u00e3o, e revis\u00f5es recentes mostram resultados melhores com a reinser\u00e7\u00e3o do que com a retirada ou com o tratamento apenas conservador nesses casos.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 um diagn\u00f3stico que costuma passar despercebido. Foi um dos motivos que me levaram a ler a resson\u00e2ncia sempre junto com o exame cl\u00ednico, e nunca isoladamente.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"retirada-parte-lesionada\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando n\u00e3o d\u00e1 para suturar: a retirada da parte lesionada<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A retirada parcial do menisco (meniscectomia parcial) \u00e9 a remo\u00e7\u00e3o apenas do fragmento lesionado, preservando todo o resto do tecido. \u00c9 diferente da retirada total, praticamente abandonada hoje, em que o menisco inteiro era removido.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando indico a retirada, regularizo a borda e tiro o m\u00ednimo necess\u00e1rio para o joelho voltar a se mover sem o fragmento no caminho.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recupera\u00e7\u00e3o costuma ser mais r\u00e1pida do que a da sutura, porque n\u00e3o h\u00e1 tecido cicatrizando, mas a prote\u00e7\u00e3o da cartilagem a longo prazo \u00e9 menor. \u00c9 essa troca que coloco na mesa em cada caso.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><thead><tr><th><\/th><th><strong>Sutura do menisco<\/strong><\/th><th><strong>Retirada parcial do menisco<\/strong><\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td><strong>O que \u00e9 feito<\/strong><\/td><td>Costuro a les\u00e3o para que o pr\u00f3prio tecido cicatrize<\/td><td>Retiro apenas o fragmento lesionado<\/td><\/tr><tr><td><strong>Quando indico<\/strong><\/td><td>Les\u00f5es recentes, verticais e em regi\u00e3o com boa irriga\u00e7\u00e3o<\/td><td>Les\u00f5es em \u00e1rea sem irriga\u00e7\u00e3o ou com formato que n\u00e3o permite pontos<\/td><\/tr><tr><td><strong>P\u00f3s-operat\u00f3rio<\/strong><\/td><td>Mais exigente: per\u00edodo sem apoiar todo o peso e sem agachar, com reabilita\u00e7\u00e3o orientada<\/td><td>Em geral mais r\u00e1pido, com retorno progressivo \u00e0s atividades<\/td><\/tr><tr><td><strong>A longo prazo<\/strong><\/td><td>Mant\u00e9m o amortecimento e a prote\u00e7\u00e3o da cartilagem<\/td><td>Reduz o amortecimento na propor\u00e7\u00e3o do que foi retirado<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"cirurgia-recuperacao\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Como \u00e9 a cirurgia de menisco e a recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cirurgia \u00e9 feita por artroscopia, com dois acessos pequenos e uma c\u00e2mera dentro do joelho. N\u00e3o \u00e9 preciso abrir a articula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 nesse momento que visualizo a les\u00e3o de perto e decido se \u00e9 poss\u00edvel sutur\u00e1-la ou se ser\u00e1 necess\u00e1ria uma m\u00ednima ressec\u00e7\u00e3o. Nem sempre a decis\u00e3o final \u00e9 tomada antes da cirurgia: ela se confirma com a articula\u00e7\u00e3o \u00e0 vista.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recupera\u00e7\u00e3o depende tanto do que foi feito quanto do perfil de cada pessoa. Quando opto pela sutura, o p\u00f3s-operat\u00f3rio exige mais paci\u00eancia, porque o tecido precisa de tempo para cicatrizar.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 necess\u00e1rio um per\u00edodo sem apoiar todo o peso e sem agachar por algumas semanas, com reabilita\u00e7\u00e3o orientada.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma coisa mudou nos \u00faltimos anos e vale registrar: os consensos internacionais de reabilita\u00e7\u00e3o ap\u00f3s cirurgia de menisco deixaram de recomendar imobiliza\u00e7\u00e3o prolongada e passaram a favorecer movimento controlado desde cedo, com a progress\u00e3o guiada pela resposta do joelho, e n\u00e3o pelo calend\u00e1rio. \u00c9 assim que conduzo o p\u00f3s-operat\u00f3rio.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o trabalho com prazo cravado: a melhora costuma vir, respeitando o tempo do corpo.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A artroscopia costuma trazer mais conforto no per\u00edodo logo depois do procedimento. Mas sempre separo uma coisa da outra: o procedimento \u00e9 pouco invasivo, e ainda assim o menisco suturado precisa do seu tempo de cicatriza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o que dita o ritmo do p\u00f3s-operat\u00f3rio.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h2 id=\"vira-artrose\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Toda les\u00e3o de menisco vira artrose?<\/strong><\/h2>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o. Nem toda les\u00e3o de menisco evolui para o desgaste da articula\u00e7\u00e3o, e esse \u00e9 um medo que desfa\u00e7o em quase toda consulta.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitos casos ficam est\u00e1veis por anos, principalmente quando a pessoa cuida do joelho e faz acompanhamento.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tend\u00eancia \u00e9 que quem retira um peda\u00e7o maior fique mais sujeito ao desgaste, mas nem todo paciente evolui para isso, e tirar um pequeno fragmento \u00e9 diferente de tirar o menisco inteiro.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que os estudos mostram \u00e9 uma diferen\u00e7a de risco entre grupos, e n\u00e3o um destino individual. Por isso insisto na preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ideia que passo \u00e9 simples: cuide do seu joelho, e eu ajudo a acompanhar para evitar problemas no futuro.<\/p>\n<\/div>\n\n    <div class=\"bl-texto\">\n      <section class=\"faq\">\n        <h2>Perguntas frequentes sobre preserva\u00e7\u00e3o do menisco<\/h2>\n                    <details>\n                <summary>Preservar o menisco \u00e9 sempre poss\u00edvel?<\/summary>\n                    <p>Nem sempre. A sutura depende da localiza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o, do tipo de ruptura e das condi\u00e7\u00f5es do tecido. Quando n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, retiro apenas a parte lesionada, o m\u00ednimo necess\u00e1rio. A decis\u00e3o \u00e9 individual e conversada na consulta.<\/p>\n            <\/details>\n                    <details>\n                <summary>Quanto tempo dura a recupera\u00e7\u00e3o da sutura de menisco?<\/summary>\n                    <p>Varia conforme a les\u00e3o e o perfil de cada pessoa. Em geral h\u00e1 um per\u00edodo sem apoiar todo o peso e sem agachar por algumas semanas, com reabilita\u00e7\u00e3o orientada. N\u00e3o trabalho com um prazo \u00fanico: cada etapa \u00e9 acompanhada de perto.<\/p>\n            <\/details>\n                    <details>\n                <summary>A retirada parcial do menisco leva \u00e0 artrose?<\/summary>\n                    <p>N\u00e3o necessariamente. Retirar tecido reduz o amortecimento e pode aumentar a carga sobre a cartilagem com o tempo, mas isso n\u00e3o torna a artrose certa. O acompanhamento e o cuidado com o joelho pesam bastante nesse resultado.<\/p>\n            <\/details>\n                    <details>\n                <summary>Qual a diferen\u00e7a entre suturar e retirar o menisco?<\/summary>\n                    <p>Na sutura, costuro a les\u00e3o para que o pr\u00f3prio tecido cicatrize e o menisco continue inteiro. Na retirada parcial, removo s\u00f3 o fragmento lesionado. A sutura preserva mais fun\u00e7\u00e3o a longo prazo e exige um p\u00f3s-operat\u00f3rio mais paciente. A escolha depende do tipo, da localiza\u00e7\u00e3o e do tempo da les\u00e3o.<\/p>\n            <\/details>\n                    <details>\n                <summary>O menisco cicatriza sozinho?<\/summary>\n                    <p>Depende da regi\u00e3o. A parte perif\u00e9rica do menisco recebe sangue e tem alguma capacidade de cicatriza\u00e7\u00e3o. A por\u00e7\u00e3o central \u00e9 praticamente sem irriga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o cicatriza sozinha. \u00c9 essa diferen\u00e7a que define boa parte das indica\u00e7\u00f5es de sutura.<\/p>\n            <\/details>\n                    <details>\n                <summary>Toda les\u00e3o de menisco precisa de cirurgia?<\/summary>\n                    <p>N\u00e3o. A maior parte das les\u00f5es, principalmente as degenerativas que doem sem bloquear o movimento, responde bem \u00e0 fisioterapia e ao ajuste de atividades. A cirurgia entra quando existe bloqueio mec\u00e2nico ou quando a queixa persiste apesar do tratamento conservador. O joelho que trava e n\u00e3o estica tem conduta pr\u00f3pria, que explico no texto sobre estalo e travamento no joelho.<\/p>\n            <\/details>\n                    <details>\n                <summary>Existe idade limite para suturar o menisco?<\/summary>\n                    <p>N\u00e3o existe um limite fixo. A idade pesa na decis\u00e3o, mas o tipo, a localiza\u00e7\u00e3o e o tempo da les\u00e3o pesam mais. Revis\u00f5es recentes mostram que pacientes acima dos 40 anos podem ter bons resultados quando o padr\u00e3o da les\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel.<\/p>\n            <\/details>\n              <\/section>\n<\/div>\n\n    \n\n      <section class=\"proximos\">\n          <h3>Avalia\u00e7\u00e3o de les\u00e3o de menisco com o Dr. Heberton Timm<\/h3>\n        <p>Sou o Dr. Heberton Timm, ortopedista com foco em cirurgia do joelho, em Porto Alegre, no bairro Petr\u00f3polis. CRM-RS 23026 | RQE n\u00ba 14206 em Ortopedia e Traumatologia.<br \/>\nAcompanho cada caso da primeira consulta ao p\u00f3s-operat\u00f3rio, e a decis\u00e3o sobre suturar ou retirar \u00e9 sempre tomada em conjunto com voc\u00ea. Se voc\u00ea tem um laudo de menisco e quer entender qual caminho protege o seu joelho, agende uma consulta.<\/p>\n    <a href=\"https:\/\/wa.me\/5551993804399?text=Ol%C3%A1!%20Gostaria%20de%20agendar%20uma%20consulta%20com%20o%20Dr.%20Heberton%20Timm.\" class=\"proximos-cta\" rel=\"noopener\">\n      Agendar pelo WhatsApp\n    <\/a>\n  <\/section>\n\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/h3>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<ul class=\"wp-block-list\"><div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Arnoczky SP, Warren RF. Microvasculature of the human meniscus. Am J Sports Med. 1982;10(2):90-95.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Roos H, Laur\u00e9n M, Adalberth T, Roos EM, Jonsson K, Lohmander LS. Knee osteoarthritis after meniscectomy: prevalence of radiographic changes after twenty-one years, compared with matched controls. Arthritis Rheum. 1998;41(4):687-693.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Kopf S, Beaufils P, Hirschmann MT, et al. Management of traumatic meniscus tears: the 2019 ESSKA meniscus consensus. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2020;28:1177-1194.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Pujol N, Giordano AO, Ma CB, Prill R, et al. The formal EU-US Meniscus Rehabilitation 2024 Consensus: an ESSKA-AOSSM-AASPT initiative. Part I &#8211; Rehabilitation management after meniscus surgery. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2025;33:3002-3013.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Prill R, Ma CB, Giordano AO, Pujol N, et al. The formal EU-US Meniscus Rehabilitation 2024 Consensus. Part II &#8211; Prevention, non-operative treatment and return to sport. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2025;33:3014-3024.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Abram SGF, Judge A, Beard DJ, Carr AJ, Price AJ. Long-term rates of knee arthroplasty in a cohort of 834 393 patients with a history of arthroscopic partial meniscectomy. Bone Joint J. 2019;101-B(9):1071-1080.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Hurmuz M, Ionac M, Hogea B, et al. Osteoarthritis development following meniscectomy vs. meniscal repair for posterior medial meniscus injuries: a systematic review. Medicina (Kaunas). 2024;60(4):569.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Schweizer C, Hanreich C, Tscholl PM, et al. Meniscal repair outcome in 3829 patients with a minimum follow-up from 2 years up to 5 years: a meta-analysis on the overall failure rate and factors influencing failure. Am J Sports Med. 2024;52(3):822-831.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Sedgwick MJ, Saunders C, Getgood AMJ. Systematic review and meta-analysis of clinical outcomes following meniscus repair in patients 40 years and older. Orthop J Sports Med. 2024;12(8):23259671241258974.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Lee DR, Lu Y, Reinholz AK, et al. Root repair has superior radiological and clinical outcomes than partial meniscectomy and nonoperative treatment in the management of meniscus root tears: a systematic review. Arthroscopy. 2025;41(2):390-417.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Berg B, Roos EM, Englund M, et al. Arthroscopic partial meniscectomy versus exercise therapy for degenerative meniscal tears: 10-year follow-up of the OMEX randomised controlled trial. Br J Sports Med. 2025;59(2):91-98.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Noorduyn JCA, van de Graaf VA, Willigenburg NW, et al. Effect of physical therapy vs arthroscopic partial meniscectomy in people with degenerative meniscal tears: five-year follow-up of the ESCAPE randomized clinical trial. JAMA Netw Open. 2022;5(7):e2220394.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Sillanp\u00e4\u00e4 N, Iivanainen M, Turkiewicz A, Sihvonen R, Paavola M, Taimela S, J\u00e4rvinen TLN, Englund M. Effect of arthroscopic partial meniscectomy on structural degeneration of the knee, a 5-year MRI-based follow-up of the placebo-surgery controlled FIDELITY trial. Osteoarthritis Cartilage. 2025;33(2):276-282.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Ow ZGW, Law MSN, Ng CH, Krych AJ, Saris DBF, Debieux P, et al. All-cause failure rates increase with time following meniscal repair despite favorable outcomes: a systematic review and meta-analysis. Arthroscopy. 2021;37(12):3518-3528.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Schweizer C, Hanreich C, Tscholl PM, Ristl R, Apprich S, Windhager R, Waldstein W. Nineteen percent of meniscus repairs are being revised and failures frequently occur after the second postoperative year: a systematic review and meta-analysis with a minimum follow-up of 5 years. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc. 2022;30(7):2267-2276.<\/li>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<li>Nepple JJ, Block AM, Eisenberg MT, Palumbo NE, Wright RW. Meniscal repair outcomes at greater than 5 years: a systematic review and meta-analysis. J Bone Joint Surg Am. 2022;104(14):1311-1320.<\/li>\n<\/div><\/ul>\n<\/div>\n\n<div class=\"my-custom-block-wrapper\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nem toda les\u00e3o de menisco precisa ser retirada. Quando a les\u00e3o permite, prefiro suturar em vez de retirar, porque cada peda\u00e7o removido concentra carga sobre a cartilagem. A possibilidade de sutura depende da localiza\u00e7\u00e3o, do tipo e do tempo da les\u00e3o. Quando a sutura n\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel, retiro apenas a parte lesionada, o m\u00ednimo necess\u00e1rio.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":83,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"rank_math_title":"Preservar o menisco: suturar ou retirar? | Dr. Heberton Timm","rank_math_description":"Nem toda les\u00e3o de menisco precisa ser retirada. 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